memoriaspedagogicas.blogspot.com

Este Blog tem a intenção de registrar e compartilhar as minhas práticas pedagógicas, além de me fazer (re)ler, interpretar e (re)escrever a minha história profissional.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Aniversário Pedagógico



" Ninguém e nada cresce sozinho.



Sempre é preciso um olhar de apoio.


 Uma palavra de incentivo.
Um gesto de compreensão.

 
                                       

Uma atitude de segurança.



 Devemos, assim, sermos gratos.
Aos que nos ajudaram à crescer.

 

 E termos o propósito de não parar.


  E não passar em vão pela vida”


                                                                                                 (Autor desconhecido)



Obrigado crianças!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

EMEI "Grandão"


"Guie uma criança pelo caminho que ela deve seguir e guie-se por ela de vez em quando."  Josh Billings


Na volta da escola, próximo a EMEI Brandão, meu filhote Rafael (4 anos) todo empolgado aponta e diz:

- Minha escola "Grandão" !

Eu pergunto:

- Como chama sua escola?

-Grandão. E a sua mãe chama Pequeno.


Filosofando as possibilidades embutida na minha ótica, deixe-me levar por todas as grandezas da EMEI Manoel de Almeida Brandão, o Grandão...
Lá inspirei-me a ter jornada única! Optei pela minha qualidade de vida.
Lá  fui surpreendida e acolhida! 


Lá fui avaliada e desde então passei esperá-la ansiosamente! 

 
Lá passei a ver a Educação Infantil de outra forma! 

  
Lá  foi e é a escola de educação infantil dos meus filhos! 



 Lá conheci pessoas maravilhosas e fiz grandes amigos!



Professor, eterno aluno III

Compartilho aqui uma experiência valiosa registrada neste material  que foi confeccionado por mim,  a fim de cumprir uma exigência do curso Desenho infantil: construindo pontes entre teoria e prática. 





sábado, 21 de julho de 2012

Professor, eterno aluno II

Nada do que foi será. De novo do jeito que já foi um dia.

Retomo minhas experiências no curso Práticas Educacionais Inclusivas, turma 7,  parafraseando a música Como uma onda, de Lulu Santos. Essa música traduz exatamente meu percurso e remete meus sentimentos durante as minhas leituras que provocaram as mesmas indagações em todos os módulos e capítulos: ”Nunca pensei nisso antes... E por quê? ”

Tudo passa. Tudo sempre passará.

 

Esses porquês fizeram-me retomar ao passado a fim de refletir a qualidade da minha formação inicial, a começar no módulo 1, capítulo 1: “Não me recordo da cronologia histórica da Educação Especial. Será que tive esta aula? “

 

A vida vem em ondas como um mar. Num indo  e  vindo  infinito.

 

Em relação às formações continuadas, este curso Práticas Educacionais Inclusivas, foi o primeiro que cursei da área da Educação Especial. Informo que a falta de oportunidade nunca foi e nem é o motivo, ao contrário, sempre nas ofertas da Secretaria Municipal da Educação eu dava prioridades a outros tipos de cursos por de repente acreditar e minimizar a Inclusão apenas ao fato de aceitar o aluno e dar atividades adaptadas. Hoje sei que não é exclusivamente isso. Incluir não é somente aceitar a presença de alunos com e sem laudo, mas precisamente acreditar que o que temos em comum é que somos diferentes, que não aprendemos ao mesmo tempo e que não temos as mesmas habilidades.

São essas diferenças que nos une e nos complementa. Nossa tutora, ao conduzir com excelência a turma 7, exercitou a teoria estudada, evidenciando ao grupo por meio de bate-papo, correio e fórum o respeito a cada integrante na sua individualidade,  nos fazendo capazes de manipular com segurança o ambiente TelEduc e principalmente executar as tarefas propostas. Creio que se ela não tivesse tido essa postura contextualizada a teoria, hoje eu não  estaria fazendo este relato.

Aproveito o espaço e registro aqui para as professoras Vera, Sandra e em especial Kátia, meus agradecimentos pela oportunidade, aprendizado, paciência e disposição em compartilhar seus conhecimentos e experiências. Também registro minhas desculpas pela falta de pontualidade em algumas situações e perdão pelos meus equívocos.

 

Tudo que se vê não é igual ao que a gente viu há um segundo. Tudo muda o tempo todo no mundo.

 Amparada na teoria da Psicologia Histórico-Cultural, as leituras e as interações me fizeram estar numa zona de desenvolvimento proximal.  As citações do módulo 3, especificamente no texto Projeto Político Pedagógico na Perspectiva da Educação Inclusiva evidenciam tal sensação: “A inclusão escolar só se efetivará com qualidade, se medidas administrativas e pedagógicas forem tomadas pela equipe gestora do sistema e da escola. ”  ,“Os diretores escolares são peças-chaves no contexto sociopolítico para garantir a implementação de uma escola inclusiva.” e  “ (...) que o diretor seja um membro de apoio com a qual professores, funcionários, alunos e comunidade possam efetivamente contar.”. Tais afirmações me fizeram (re)pensar numa ótica que causou-me certo estranhamento; talvez por atribuir de forma camuflada que eu mesmo não fazia a inclusão do diretor nesse processo de inclusão escolar, transferindo diretamente de forma única e exclusiva a responsabilidade da prática da inclusão para nós professores, o que é um equívoco.

Os Estilos de Aprendizagem, a Tecnologia Assistiva, a Flexibilização Curricular e o Ensino Colaborativo foram conceitos novos, desconhecidos, mas que fragmentos da sua essência já se faziam presente na minha prática, por sempre buscar conforto e orientação de ações pedagógicas nas colegas especialistas da Sala de Recurso. Uma espécie de fazer, mas sem saber o que fazia.

Não adianta fugir, nem mentir
Pra si mesmo agora. Há tanta vida lá fora. Aqui dentro sempre.

 

Lendo e refletindo os conceitos abordados no texto “Fundamentos para uma educação na diversidade” endosso que a retomada de certos conceitos deve ser frequente no cotidiano escolar, metaforicamente como uma onda...

 

Como uma onda no mar.

 

É aquela questão de que o óbvio tem que ser dito sempre, e principalmente quando nós professores, de forma imperceptível, demarcamos as possibilidades de desenvolvimento com o uso de atividades que sinalizam mais as impossibilidades dos que as possibilidades dos alunos.
Quando o texto oferece como exemplo as exposições estereotipadas de culturas diferentes, o autor evidencia com clareza a realidade das escolas. É intrigante falar sobre a diversidade cultural uma vez que somos genuinamente oriundos de uma cultura multirracional! O que temos em comum é o fato de sermos diferentes e essas diferenças envolvem vários aspectos: social, intelectual, físico, afetivo e também profissional.

Como uma onda no mar.

A Ética tratada em um dos módulos fortaleceu uma opinião particular de que ela não é algo que pode ser ensinado, nem aprendido. Ela apenas é mostrada no comportamento humano, na interação e principalmente na compreensão, sendo papel da escola confiar na capacidade que qualquer ser humano aprende, sem limites.
Como uma onda no mar.

 O documentário Pipas no Ar me encantou!  O tratamento com o tema Sexualidade escancarou a necessidade da Orientação Sexual na escola deixar de ser "apaga fogo", a fim de elaborarmos de fato um compromisso com um projeto envolvendo o tema, o que eu nunca havia feito até então.
Ao refletir sobre a Alfabetização e a Criatividade no módulo 5, impulsionou a pensar sobre a minha prática diária. Cagliari é eficaz ao afirmar que o melhor método de trabalho deve vir da experiência baseada em conhecimentos sólidos e profundos. Quantas vezes me perguntei: será que tais intervenções são adequadas para que este aluno avance? Para responder busquei e ainda busco nas Literaturas, nas trocas de experiências e nas Tecnologias possibilidades e de repente... insight! Ainda não exercitei o desafio da concentração de dez minutos diários para revigorar o corpo e a mente - uma espécie de matéria prima para a Criatividade. Resta-me experimentar a dica para extrair mais insights. Tentarei, pois lecionar num mundo cercado de Tecnologias e Informação usar e abusar da Criatividade no ofício de professor é um dos pré-requisitos fundamentais, desde o plano de aula mental ao executável.
Enfim, foram semanas de muitas leituras, reflexão, trabalho, trocas de experiências e emails e “terapias pedagógicas” via bate-papo.
Reconheço, respeito e agradeço profundamente nosso grupo pelo crescimento profissional que tive(mos). Desta oportunidade, como dizia Paulo Freire, transformei meu espaço pedagógico em um texto, para ser constantemente lido, interpretado, escrito e reescrito. Eis aqui parte desta (re) leitura.
 E para não perder o “fio da meada”, ops, da música testifico,

Nada do que foi será. De novo do jeito que já foi um dia. 
Com carinho,

Luciana Apolonio Rodrigues Carneiro
Turma 7 / Bauru - SP

segunda-feira, 16 de julho de 2012

De Leitor a Autor


Excelentíssimas crianças; Se eu fosse vocês, a primeira coisa que eu pediria à professora ao entrar na sala de aula pela manhã seria: “Professora, leia uma história para nós.” Não existe  melhor maneira de começar um dia de trabalho ! E no final do dia quando a noite chega meu pedido ao adulto mais próximo seria: “Por favor, conte uma história para mim.” Não existe melhor maneira de escorregar pelos lençóis da noite. Mais tarde, quando vocês já forem grandes, lerão para outras crianças aquelas mesmas histórias. Desde que o mundo é mundo e que as crianças crescem, todas estas histórias escritas e lidas têm um nome muito bonito: literatura.   (Daniel Pennac,1999)

     A leitura de histórias aproxima a criança do universo letrado e colabora para a democratização de um dos  nossos mais valiosos patrimônios cultural: a escrita. Sendo assim, é importante favorecer o contato das crianças com as histórias e a ampliação do repertório. Isso só é possível por meio do contato regular das crianças com os textos e de suas participações freqüentes em situações de contação e leitura.
   
 Sabemos que nós professores somos os principais agentes na promoção dessa prática e a escola o principal espaço para isso. E para efetivar tal situação, o Projeto de Leitor a Autor surgiu com a finalidade de propiciar a ampliação do universo da literatura  infantil. 

   Na verdade não é o hábito de leitura que se buscou, pois hábitos tendem a serem impostos e a imposição na educação caminha em geral para a rejeição. O que se pretendeu foi o encantamento para o gosto pela leitura. 



      Para maiores detalhes deste trabalho, acesse o link  Artigo científico A Tecnologia Como Um Elemento No Estímulo À Leitura

domingo, 15 de julho de 2012

Professor, eterno aluno


“Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre.”  Paulo Freire


Ainda que muitos não percebam, vivemos momento de profundas transformações, onde não se sabe ao certo para onde se caminha e nem qual o caminho a trilhar.
Diante de tudo isso somos frequentemente remetidos a (re)pensar nossos valores e atitudes. Afinal, se todos nós seres humanos somos eternos alunos da escola da vida, o que dirá o professor da instituição escola? Na minha absoluta certeza todos os profissionais da categoria docente concordarão; somos eternos alunos, pois as oportunidades de aprendizado são infinitas. Não se concebe ser professor sem antes ser aluno.
Em meio as circunstâncias de ser aluna, partilho a experiência em retornar ao Museu da Língua Portuguesa. Queria que todo professor tivesse a oportunidade de estar lá. De se permitir deixar as palavras entrar, de sentir na pele o nosso patrimônio maior: idioma. Idiomaterno!


Para aqueles que desejam ver ao vivo a história do Brasil a partir de suas raízes o Museu Afro Brasil é uma boa pedida.  E aqueles que desejam ver ao vivo e a cores obras que elevam talentos brasileiros, opções é que não faltam em São Paulo. Fica a dica ou quem sabe um convite!





sexta-feira, 13 de julho de 2012

Olimpíada do Alfabeto: Jogos e Tecnologia como recurso de preparo e disputa

     A organização do trabalho pedagógico proposta para as turmas de 1° ano é caracterizada como uma classe de aprendizagem lúdica, focada no processo de aquisição da leitura e da escrita e também na apropriação de conceitos e procedimentos relativos às diversas áreas do conhecimento. 
   É sabido que atividades que envolvem jogos atendem de forma significativa a faixa etária desta turma, bem como os conteúdos curriculares propostos. Portanto, estudar o alfabeto fazendo uso de recursos tecnológicos e lúdicos possibilita um clima prazeroso e desafiador para apropriação do conjunto de ordem e/ou disposição convencional das letras de uma língua, especificamente a língua portuguesa. Assim, surge a I Olimpíada do Alfabeto, cuja intenção é promover a mobilização da família do(a) aluno(a) incentivando e estimulando a participação em atividades cuja intenção é identificar as letras do alfabeto em situações diversas.


       Como qualquer competição, há a necessidade de se escancarar em público as regras do jogo por meio de um edital e de principalmente preparar previamente os participantes para as disputas. Neste trabalho não foi diferente. Parte do preparo concentrou-se na casa do aluno(a) com apoio da família que recebeu o Kit do Alfatleta (uma composição de letras móveis, prancha e manual com sugestões de atividades) e na escola no  laboratório de informática com uso de objetos de aprendizagem que visavam fortalecer os pré-requisitos para as dispustas. Para o aquecimento dessas atividades, inicialmente foi utilizado visitas no site ABC Bebelê. Este sítio expressou em larga escala interesse e a preferência dos alunos, pois ele apresenta um alfabeto animado fazendo referências corporais, permitindo assim a imitação e concomitantemente facilidades na apropriação do conteúdo estudado. Para fortalecer a diferença entre letras e números, vários vídeos selecionados do youtube serviram como apoio. Os jogos dos sites Smartkids ( Alfabeto 1 e Alfabeto 2 ) e Escolagames ( Alfabeto de Sabão e Aprendendo o Alfabeto ) proporcionaram reflexão sobre a escrita por meio dos objetos de aprendizagem que objetivavam  associar a figura à letra inicial.   

   
    A fim de fortalecer os  estudos em casa os links dos vídeos e dos jogos utilizados no laboratório de informática da escola foram disponibilizados na SAV (Sala de Aula Virtual) do portal da escola, onde os alunos, pais e/ou responsáveis tem fácil acesso.



    Para contar com a presença efetiva do grupo de alunos nas datas das disputas, foi disponibilizado um cronograma com as atividades competitivas. Essas atividades foram divididas em três fases com dificulades gradativas de forma crescente: Fase 1 que consistiu em perceber a ordem alfabética por meio de uma Trilha. 



     A Fase 2 que objetivava em reconhecer as letras do alfabeto e associá-la a sua forma gráfica através do Jogo da Memória. 

     A Fase 3, única caracterizada por tempo cronológico com o jogo Pegue o vizinho da frente  na intenção de fortalecer a ordem alfabética. Conforme regulamento do edital, o capítulo V, art. 6°, houve  premiação com a medalha aos participantes classificados em 1°, 2° e 3° lugares. 



   Por iniciativa própria decidi contemplar o restante do grupo com a uma singela homenagem a fim de reconhecer o mérito das participações e tentativas (Participação de Ouro), afinal sem elas não teria concretizado a Olimpíada do Alfabeto. 
    Para avaliar a qualidade dessa proposta de trabalho, utilizei como instrumento um jogo  denominado Alfabeto que tem por objetivo dispor de duas formas diferenciadas as letras do alfabeto  na qual o sujeito tem que organizar a sequência alfabética. Considerando a intenção educativa dessa atividade avaliativa, destaco que houve um número grande de alunos com sucesso neste jogo. Impressionou-me que após a atividade,de forma espontânea,  os alunos  elegeram o tempo de execução como o  principal desafio, ou seja, quem organizasse as letras seguindo a ordem alfabética em tempo menor era o vencedor. 

 
     Por meio de observação e registros avaliativos das disputas, percebi que o reconhecimento das letras e o domínio da sequência alfabética por parte dos alunos foi expressivo, sendo este o maior troféu desta proposta de trabalho e também findando o que os teóricos endossam: quando as atividades escolares se tornam significativas, o sucesso é consequência.